Por: Nathália A. Terra Pereira
03/12/08 - 18h17
InfoMoney
A começar pelo aspecto macroeconômico. "Comparados com o restante do mundo, os países latino-americanos têm, em média, baixos níveis de dívida pública, posições fiscais razoavelmente robustas e bancos bem capitalizados. Isto põe a região em uma posição relativamente confortável para absorver as turbulências financeiras externas e manter um crescimento positivo", julga o Citi.
Na visão do banco, o Brasil "tem boas chances de crescer 2,5% ou mais". Um dos aspectos do País elogiados pelo Citi é a baixa relação que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro apresenta frente às exportações, fator este que mantém a economia relativamente blindada à menor demanda mundial.
Por sua vez, o atual momento é complexo e desafiador aos condutores de política monetária no continente - inclusive o Copom (Comitê de Política Monetária). De um lado, a desaceleração econômica pede um estímulo por meio de cortes nos juros. Mas de outro lado, a aversão ao risco pesa sobre os mercados cambiais da região, para não falar nas pressões inflacionárias com a alta do dólar.
No caso do Brasil, a expectativa do Citi é para mais algumas elevações na taxa Selic, que posteriormente deve assumir um ciclo de manutenções. E ao contrário de outros analistas, o banco vê o alto patamar do juro brasileiro comparado a outras taxas pelo mundo com bons olhos, uma vez que "dá margem a possíveis cortes se a deterioração econômica revelar-se mais profunda que o esperado".
Garimpando papéis atrativos
Não é só a economia brasileira que recebe leituras favoráveis por parte do Citi: o mercado do País também arranca elogios entre os analistas do banco, ainda que permeados pela cautela que, afinal, todo momento de crise exige. "Brasil é nosso mercado preferido na América Latina, uma vez que seus papéis possuem os menores patamares da região", afirma.
A visão positiva dos analistas para o mercado brasileiro, atrelada na idéia de que os ativos estejam excessivamente penalizados mesmo frente às turbulências do atual cenário, é reforçada pela elevada liquidez dos papéis e pelas perspectivas de uma retomada da flexibilização monetária no longo prazo, quando as commodities também devem reassumir sua trajetória de alta.
No entanto, atenção. "Investidores devem focar em ativos de qualidade, de empresas líderes em seus segmentos de atuação, com bom fluxo de caixa e managements que inspirem confiança em tempos tão turbulentos". Com tais prerrogativas em mente, o Citi destaca os papéis de CCR Rodovias, Cemig, Itaú, NET, Petrobras e Vale.
jueves, 4 de diciembre de 2008
martes, 2 de diciembre de 2008
Pesquisa revela que 41% dos brasileiros possuem conta-corrente
Por: Flávia Furlan Nunes01/12/08 - 16h31InfoMoney
SÃO PAULO - Apenas quatro em cada dez brasileiros possuem conta-corrente, conforme revelou pesquisa realizada pela LatinPanel. "Se pensar de uma forma geral, essa proporção é bastante baixa", afirmou a diretora de varejo da empresa, Fátima Merlin.A afirmação da diretora é baseada no fato de que, se pensarmos na alta renda brasileira, a bancarização é bastante forte, mas deixa a desejar nas classes mais baixas. "A baixa renda ainda é desbancarizada. Eles têm cartão de crédito, mas é mais o de loja".De acordo com os dados do estudo, 39% dos brasileiros possuem um cartão de débito, enquanto 34% têm um cartão de crédito.
Desafios
Questionada sobre quais são os fatores que levam os brasileiros a serem pouco bancarizados, Fátima apontou a alta informalidade no mercado de trabalho. "Estas pessoas não têm como comprovar renda", disse a diretora, a respeito de uma das exigências para manutenção de contas.Outro motivo apontado por ela foram questões pessoais. "Muitos têm receio porque acham que o dinheiro irá sumir".
Poupança
A pesquisa da LatinPanel ainda revelou que 11% das famílias brasileiras destinam de 6% as 10% de seu rendimento para poupança ou para fazer algum tipo de economia.Os dados são coletados de duas pesquisas realizadas pela LatinPanel. A primeira é feita com 8,2 mil pessoas, que representam 44% dos lares e 82% da população domiciliar. A outra tem abrangência em toda a América Latina e contata 33 mil pessoas.
SÃO PAULO - Apenas quatro em cada dez brasileiros possuem conta-corrente, conforme revelou pesquisa realizada pela LatinPanel. "Se pensar de uma forma geral, essa proporção é bastante baixa", afirmou a diretora de varejo da empresa, Fátima Merlin.A afirmação da diretora é baseada no fato de que, se pensarmos na alta renda brasileira, a bancarização é bastante forte, mas deixa a desejar nas classes mais baixas. "A baixa renda ainda é desbancarizada. Eles têm cartão de crédito, mas é mais o de loja".De acordo com os dados do estudo, 39% dos brasileiros possuem um cartão de débito, enquanto 34% têm um cartão de crédito.
Desafios
Questionada sobre quais são os fatores que levam os brasileiros a serem pouco bancarizados, Fátima apontou a alta informalidade no mercado de trabalho. "Estas pessoas não têm como comprovar renda", disse a diretora, a respeito de uma das exigências para manutenção de contas.Outro motivo apontado por ela foram questões pessoais. "Muitos têm receio porque acham que o dinheiro irá sumir".
Poupança
A pesquisa da LatinPanel ainda revelou que 11% das famílias brasileiras destinam de 6% as 10% de seu rendimento para poupança ou para fazer algum tipo de economia.Os dados são coletados de duas pesquisas realizadas pela LatinPanel. A primeira é feita com 8,2 mil pessoas, que representam 44% dos lares e 82% da população domiciliar. A outra tem abrangência em toda a América Latina e contata 33 mil pessoas.
Estudo mostra que 42% dos brasileiros têm dívidas para os próximos 12 meses
Por: Flávia Furlan Nunes 01/12/08 - 13h33InfoMoney
SÃO PAULO - Pesquisa realizada pela LatinPanel revelou que 42% dos brasileiros já têm algum tipo de dívida para os próximos 12 meses. De acordo com a diretora de varejo da empresa, Fátima Merlin, o dado está alinhado com o que se apresenta na América Latina e mostra uma população ávida por consumir."Temos uma grande parcela da população na baixa renda, por isso, somos uma região em desenvolvimento e temos necessidades a serem cumpridas, mesmo as mais básicas, como moradia", afirmou ela. "A América Latina é ávida por consumir e a forma que ela tem é o crédito", completou.
Finalidade
Para se ter uma idéia, de acordo com os dados, 60% da população brasileira tem algum tipo de financiamento. "Se olharmos para os anos anteriores, essa tendência se mantém. O endividamento sempre gira em torno de 60% ou 70%", disse Fátima.Da população que tem algum tipo de financiamento, 40% pretendem usar o dinheiro para a compra de eletrodomésticos e 28%, para aquisição de roupas. Outros 21% querem comprar alimentos, 15% pretendem fazer melhorias na habitação ou comprar um carro e 4%, destinar o dinheiro do empréstimo para uma viagem.Os dados, coletados antes da crise financeira internacional, mostraram ainda que 47% das pessoas pretendiam fazer dívidas.
Bom ou ruim
Conforme explicou Fátima, os dados podem ser vistos de maneira positiva ou negativa, sendo que esta última depende de como o empréstimo é adquirido: "a pessoa conseguiria efetivar o pagamento para que isso não incorra em inadimplência?", questiona a diretora.O lado positivo é que mostra a intenção da população em ir às compras, o que é bom para a economia.Os dados são coletados de duas pesquisas realizadas pela LatinPanel. A primeira é feita com 8,2 mil pessoas, que representam 44% dos lares e 82% da população domiciliar. A outra tem abrangência em toda a América Latina e contata 33 mil pessoas.
SÃO PAULO - Pesquisa realizada pela LatinPanel revelou que 42% dos brasileiros já têm algum tipo de dívida para os próximos 12 meses. De acordo com a diretora de varejo da empresa, Fátima Merlin, o dado está alinhado com o que se apresenta na América Latina e mostra uma população ávida por consumir."Temos uma grande parcela da população na baixa renda, por isso, somos uma região em desenvolvimento e temos necessidades a serem cumpridas, mesmo as mais básicas, como moradia", afirmou ela. "A América Latina é ávida por consumir e a forma que ela tem é o crédito", completou.
Finalidade
Para se ter uma idéia, de acordo com os dados, 60% da população brasileira tem algum tipo de financiamento. "Se olharmos para os anos anteriores, essa tendência se mantém. O endividamento sempre gira em torno de 60% ou 70%", disse Fátima.Da população que tem algum tipo de financiamento, 40% pretendem usar o dinheiro para a compra de eletrodomésticos e 28%, para aquisição de roupas. Outros 21% querem comprar alimentos, 15% pretendem fazer melhorias na habitação ou comprar um carro e 4%, destinar o dinheiro do empréstimo para uma viagem.Os dados, coletados antes da crise financeira internacional, mostraram ainda que 47% das pessoas pretendiam fazer dívidas.
Bom ou ruim
Conforme explicou Fátima, os dados podem ser vistos de maneira positiva ou negativa, sendo que esta última depende de como o empréstimo é adquirido: "a pessoa conseguiria efetivar o pagamento para que isso não incorra em inadimplência?", questiona a diretora.O lado positivo é que mostra a intenção da população em ir às compras, o que é bom para a economia.Os dados são coletados de duas pesquisas realizadas pela LatinPanel. A primeira é feita com 8,2 mil pessoas, que representam 44% dos lares e 82% da população domiciliar. A outra tem abrangência em toda a América Latina e contata 33 mil pessoas.
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